sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Crônica Praiana - Uh, legal, tô de férias em Arraial - Parte II

Caros correligionários,

 Uh, Legal, tô de férias em Arraial.

 Nem todos se manifestaram à favor da continuação da crônica do fim
de semana, mas como bem pontuou nosso amigo Ighatinho, a
inoportunidade é umas das minhas marcas. Vamos então continuar o
relato.

 Eu acordo todos os dias agradecendo à Deus o fato de ser homem. Ter
os genes necessários para ser o macho-alfa de qualquer relacionamento,
seja amoroso ou fraternal, me faz ficar bem comigo mesmo. Não
aguentaria, nem por poucos momentos, entender o mundo feminino. Não dá
para confiar em nada que sangra durante cinco dias e não morre. É
anti-natural.

 Dormi no mesmo quarto que a pequena Karina e a _________ Mell.
(Preencha como quiser). Mas é incrível como uma mulher e meia
conseguem tomar conta de um banheiro... Em questão de minutos, havia
cremes, shampoo, escova, maquiagem, toalhas, calcinhas penduradas por
todas as partes... Era tudo tão colorido que nem me lembro da cor do
banheiro. Por mais alfa que seja meu "macho" (ui), o banheiro, tenho
que reconhecer, é um território ainda a ser conquistado. Acho que
Karina trouxe seu peso em cremes faciais. Vi uns três potinhos em cima
da pia...

 Bem acordado, manutenção intestinal bem feita e expelida, era hora
do tão esperado desjejum. Juro que conheci um Ighatinho que até então
me era ignorado. Durante minha graduação, para as excursões à
congressos, eu costumava tomar café da manhã bem reforçado para
aguentar ficar sem almoçar, mas o que eu vi lá em Arraial esta fora do
que os humanos chamariam de normal. tenho a impressão que o ser ainda
não descrito pela ciência foi apresentado ao que é "café-da-manhã"
lá...  e deu um novo nome ao conceito: ""refeição-da-década-da-manhã".
A mocinha que repunha as coisas à mesa já estava, tenho certeza,
achando que era pessoal. Ela colocava ovos mexidos na mesa, e
Ighatinho colocava no buraco sem fundo que ele chama de estômago... Eu
tirei o estômago, Thiago achou e o guarda para ele para ocasiões como
esta.

 Mas este não é o fato marcante do nosso desjejum... Apesar do
somaliano em uma ceia de natal napolitana que Thiago Encarnou ser
bastante notável, temos um outro herói nesta história. Sim meus caros,
é ele... VIctor van Paiva... Descendo as escadarias com ostras
cravejadas, vestindo uma sunga de cor ignorada e uma camisa "sou gordo
sim", com um pequeno beiço para dentro da parte da frente da sunga,
bem estilo "Embalos de sábado à noite", e "No tempo da brilhantina",
com aquele rebolado indecifrável... salve nossa querida Jequinha (é a
vó) que nos atentou imediatamente para nos deliciarmos mais daquele
momento histórico.

 Neste momento, há a necessidade de iniciar uma campanha... Já vi
aqueles passos em outras ocasiões, com fins nefastos:

 - Jonathan Knight, um dos integrantes do grupo New Kids on the Block,
QUE DANÇAVA , assumiu ser homossexual.

- O cantor e dançarino Lance Bass do N´Sync, que DANÇAVA ASSIM, já
assumiu ser gay;

- Ricky Martin, ex-Menudo, QUE DANÇAVA ASSIM, também assumiu;

-  Christian Chávez do grupo mexicano RBD, QUE DANÇAVA ASSIM,
aproveitou a onda para assumir;

- David Yost, o Power Ranger azul, QUE LUTAVA ASSIM, assumiu a homossexualidade;

- O cantor baiano Netinho, muso inspirado do figurino do nosso Herói,
também DANÇAVA ASSIM, e assumiu.

 Assim sendo, inicio a campanha "Assume Victor, como vitória também a
amaremos". Ta aí a Ariadna, homem mais bonito do Brasil, que não nos
deixa mentir. E fique tranqüilo, sua esposa não ficará desamparada.

 Logo após o meu café da manhã (igathinho ainda estava no primeiro
tempo quando deixei a mesa), dirigi-me para meu tão esperado sonho de
estar no fundo do mar. Não Vinicius, não tem nada a ver com o sapato
de concreto da máfia italiana... E também não Victor, Arraial não é o
rio Amazonas, aonde estar debaixo d'água significa estar no meio das
piranhas... Mentes sujas... Peguem leve pessoal, Mazinha, a mãe do
grupo, esta lendo...

 Existe uma grande parte deste relato que é censurada pelo simples
fato eu só estar autorizado a escrever sobre os momentos coletivos,
mas mergulhar foi interessantissimo, e com um shortinho floral, uma
camisa do Lanterna verde (seu nerd, the Big bang Theory) e um boné
albino do TOSAKA (Salve VInicius), posso dizer que minha habilidade de
conhecer pessoas de outros Países (Roraima é América Latina, não é?)
melhorou bastante. Voltei do Passeio com uma tatuagem na panturrilha,
quer coisa melhor?

 Quando você mergulha, você se isola do mundo... Você não ouve, sente
um friozinho agradável, mas é a visão que é impressionante. É um mundo
totalmente novo a ser explorado, aonde o tato assume um papel muito
maior do que a audição, o peso não é importante, você parece voar. É
uma nova forma de viver a vida, é um ensinamento a si mesmo. Recomendo
 MUITO quem quiser se aventurar.

 Recomendo muito também aos nerds que nos lêem, que quando forem a um
passeio assim, comprem e passem protetor solar... Quando tirei a
camisa no barco, todos a minha volta se ofuscaram com o sol refletindo
nas minhas costas... Acho que a última vez que as minhas costas viram
o sol foi no verão de 92, quando eu queria mostrar meus primeiros
pêlos toráxicos (na época era marrento), Mas as gostosinhas da praia
me colocaram no meu lugar, e os aprisionei até então. Para entenderem
a extensão do estrago, até meu pé esta descascando até hoje. Me sinto
como minha ex-sogra, a D. Ofídea, trocando de pele.

 Descobri também q não adianta passar nada depois... Comprei um
protetor solar a preço de ouro em Arraial, fator de proteção solar
suficiente para sobreviver a uma explosão nuclear, me bezuntei como se
fosse leitão à pururuca em um casamento no interior de minas, mas ja
era tarde... Mesmo debaixo do ar condicionado do hotel, eu sentia
calor, e olhar q dormi sozinho...  (Calor, quente, cama,
entenderam???? Ahhh esquece... Ninguem aprecia mais as boas tiradas).

 De volta a cidade, apreciamos por alguns momentos o pôr do Sol do
Pontal do Atalaia, ou algo parecido com isso. É realmente bonito, mas
estar entre amigos é melhor...

 Voltei para o Hotel, com uma tatuagem que durou menos que a minha
troca de pele, e partimos para uma breve refeição praiana...
Advinhem... Estamos em uma praia... Vamos comer oq???  Pizza, é
claro... Afinal, a itália é banhada por mar... Pizza lá é prato em
qualquer região.

 É importante ressaltar que quando saí pela manhã, Igathinho estava
numa mesa tomando café-do-dia-inteiro, e quando voltei a noite, ele
estava traçando uma pizza e já pedindo outra. Nem meu antigo estomago
em posse dele aguenta tanto. Como a tripa seca consegue ser tão
esbelto. Ele não deve ter uma solitária, ele deve ter uma família
soprano lá dentro.

 O pouco que fiquei com o pessoal no segundo dia, foi o suficiente
para ouvir um comentário cirurgicamente preciso de Vinicius: "O Panda,
quando estiver e casando, se a esposa demorar a aparecer ele vai
dizer: Cansei de esperar, vou embora jogar xadrez..."   Até hoje me
pego rindo deste comentário. Queria compartilhar com vcs.

 Chego ao final do segundo dia. Houve muitas poucas manifestações se
deveria ou não continuar. Eu me divirto escrevendo, mas é importante
também que todos se divirtam lendo.  Gostei da curiosidade do Thiago
Antônio sobre o q aconteceu lá, e das manifestações inoportunas de
nosso co-herói, Ighatinho. Victor ja é da casa e Mell não conta...

  Como não estive na praia com vocês à tarde, acho que seria
interessante alguém (nosso Herói, Victor van Paiva) escrever sobre os
acontecimentos.

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