sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Acabal do Raio - Dia 2 e 1/2

Caros amigos,


Para mim, a lição da viagem foi: nunca, em nenhuma hipótese, viajem com um itinerário feito no excel, principalmente se for idéia de Thiago. Por um lado foi super legal, visitamos tudo que queríamos... Por outro lado, quando estávamos fora dos programas, me sentia mais tenso do que se estivesse num treinamento do BOPE. Tive medo de ser brutalmente assassinado após me atrasar 3 minutos para ver o Pôr-do-sol no Pontal do Atalaia... Fiquei com medo do sol se pôr quadrado. Em alguns momentos me senti numa excursão.

Após as minhas demonstrações adocicadas no café da manhã, fomos a Praia do Forno (sem o Panda, que num arroubo espasmódico de macho-alfice foi embora sem dizer para onde e sem dar tchau). Priscila tinha avisado: vamos de barco, a subida não é fácil! Mas para quem toda vez que vai a Macuco tem que fazer uma religiosa visita à mortal cachoeira da dona Carmelita (conhecida pelos nativos como “Chuveirinho da nêga” e por Karina como “Parque aquático dos marimbondos”), seria uma barbada. Depois daquela subida de melar a cueca e deixar qualquer um aos peidos, a recompensa...

Não... A recompensa não foi poder registrar na memória aquela paisagem maravilhosa, em que humanos dividem a água com peixes, numa total interação. Nem poder entrar no mar e olhar tranquilamente para sua barraca sem medo de ser encaixotado por uma onda barrenta... A recompensa foi Vinícius, com inveja da minha aparição adocicada do café da manhã, parecendo um frango de uma granja aquática (vide foto em anexo)... 

Thiago estava usando um snorkel da Hello kitty tão bom que quando não era água que entrava no óculos era um peixe que entrava no tubo de respiração... Enquanto ele e eu falávamos mal do Panda, vimos um barco parar próximo a costa, com um tripulante de belas ancas e boné branco... Pensamos: é o Panda!! Começamos a gritar e acenar como loucos e a nadar em direção ao barco. Quando vimos que o tripulante estava assustado falando ao comandante A mí no! No hice nada! Pelé és mejor que Maradona!! – vimos que não se tratava do nosso amigo comedor de bambu e que estávamos tendo alucinações, devido a estar 5 horas seguidas na praia...

Após estarmos bem cansadinhos do mar, tivemos que voltar por onde viemos... Na descida, duas meninas fitaram a minha camisa com os dizeres “Não sou gordo, sou confortável” e lançaram-me sorrisos, como quem diz – “quero te fazer de colchão esta noite e ver se você é confortável mesmo...” Priscila fulminou-me com um olhar e disse-lhes rapidamente que tratava-se de propaganda enganosa. Para quem não sabe, o Henrique trouxe camisas temáticas de Poços de Caldas para todos... Não é que funciona??

Finalmente chegamos à pousada e o chefe da excursão falou que tínhamos quatro minutos e vinte segundos para estarmos na frente do hotel e de banho tomado... Que arrependimento de não ter participado da Resistência chefiada pelo Panda ...

Fomos almoçar e como passamos a manhã inteira juntos, estávamos sem assunto. Nada melhor que continuar a falar mal do Panda!! Que sujeito mal educado né gente??
Após o almoço fomos ao supermercado, obviamente falando mal do Panda, afinal quem não tem uma cagada dele para contar?? Ele não tava lá para se defender mesmo!! Achamos assunto até o fim da viagem...

Chegando na pousada, o macaquinho mandou: agora vamos dormir e acordar 17:00 para assistir ao pôr-do-sol no pontal do atalaia....  Aí eu falei: gente alguém quer jogar xadrez comigo? Não tenho hábito de dormir à tarde!! Quando terminei de falar já estavam todos em seus aposentos curtindo a sesta... Subi as escadas desapontado e quando eu chego no quarto, a minha mulher já estava encornada (ou me encornando, nos braços de Morpheu). Tomei uma dose do uísque do Panda, uma Itaipava, fiquei de porre, contei carneirinhos e dormi contra a minha vontade e acordei com o pessoal me gritando do meio da rua (Priscila estava no bolo). Aí eu pensei: porra, tenho que ir prá onde todo mundo quer, na hora que todo mundo quer, dormir na hora que todo mundo quer! Tomei um banho horroroso só para tirar a remela da cara e quando chego na calçada tinha gente olhando para mim de cara feia ainda! Muito difícil né? Saudades do Panda...

Chegamos ao Pontal do Atalaia e encontramos o Panda com um grupo de biólogos tatuadores gays de Roraima. Era bonito o sorriso que ele carregava no rosto...

Tiramos fotos de tudo e de todos...
Enchi o saco de escrever... Alguém continua??

P.S.: Já disse que amo vocês?

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