sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Crônica Praiana - O dia em que sentamos na banana - Parte III

Caros amigos,

 Antes de iniciar o relato do último dia, é necessário registrar um
fato histórico que ocorreu entre nós. Só ouvi falar de algo semelhante
em livros de histórias escritos em aramaico e hieróglifos egípicios.
Trata-se de um feedback negro de thundera.

 Os feedbacks negros de thundera só aconteceram em momentos muito
raros da história da humanidade. Quando Adão e Eva (David Adão?)
comeram a maçã e foram expulsos do paraíso, aconteceu o primeiro.
Quando Hitler invadiu a Polônia atrás dos Judeus, aconteceu outro. O
mais recente, e ainda há discussões entre os especialistas, foi quando
o Rei Juan Carlos da Espanha perguntou durante um discurso do Hugo
Chavez (do oito) "Porque não te calas".

 Como membro de honra da Federação Esteriotipada Estrangeira
Digitalizada Beneficente  Altruísta Cortês do Kasaquistão (FEEDBACK)
posso dizer que as palavras do nosso querido, e agora histórico,
Igathinho fazem parte do arcabouço patrimonial da evolução humana.

 Victor, Adão e Eva (David Adão?) foram expulsos do paraíso e
passaram sentiram vergonha de si mesmos, a polônia viveu dias terríves
atrás da cortina de fogo. Hugo Chavez ficou amigo do Maradona, e eu me
pergunto: Agora que você foi o alvo do maior nível de feedback
existente, o que Deus reserva para seu futuro. No seu lugar,
sinceramente, eu brandaria aos Céus perdão e ao Igathinho,
misericórdia, pois a situação não é nada boa.

 Ainda antes de entrar no relato do último dia de viagem, devo
afirmar que as ferramentas não fazem o bom administrador. Einstein
formulou sua teoria da relatividade sem uma planilha de Excel, usou
apenas uma porta de banheiro, dizendo que um minutinho era uma
eternidade para quem estava do lado de fora, mas absolutamente nada
para quem estava do lado de dentro. Pedro Álvares Cabral (um cascudo
não faz mal) chegou ao Brasil, achando que estava indo para as Índias,
com um astrolábio e um dedo molhado de cuspe. Então Victor van Paiva,
além de assumir sua nova realidade de gênero, aconselho-o a
absolutamente nada, pois andar perto de pessoas amaldiçoadas pelo
feedback negro de Thundera deve dar azar...

 Nossa aventura costeira chega ao último dia. Dirigindo-nos ao café
da manhã, foi interessante notar que a moça não colocou os ovos
mexidos à mesa, tinha algo relacionado com o estoque de ovos da região
terem acabado no dia anterior por conta de um hóspede. Mas com um
jeitinho bem carioca, consegui uns no mercado negro para meu pícolo
desjejum. Não sei como, nem porque, mas sei aonde. No prato do
Ighatinho... Como os meus ovos mexidos com leite foram parar lá??? É
injusto... Tenho estômago pequeno e tenho que ser seletivo com o que
como, mas ele tem um buraco negro digestivo que até lata enferrujada é
fonte de vitaminas para ele.

 Chega o último dia. Ao fazer minha manutenção intestinal matinal,
reparei que os apetrechos do banheiro se multiplicaram. É uma mistura
de coelho com tartaruga. Explico... Coelhos se multiplicam toda hora
(sequencia de Fibonacci), e tartaruga, quando se multiplica, coloca
logo duzentos ovos. Então aquelas coisinhas coloridas sem nome tomaram
o banheiro todo. Gostei muito da sugestão de na próxima viagem mandar
a ala feminina junto com seus artefatos de guerra para o banheiro da
piscina, pois é difícil apresentar o caminho do rio para meus amigos
do interior em um banheiro cheio de distrações. E além disso, pq todo
responsável técnico por esses produtos tem um sobrenome japonês? (Sim,
preciso de uma leitura durante a manutenção...  Fica a dica... Proxima
viagem tem q ser para um hotel com piscina.

 Seguindo religiosamente o gráfico de Gantt aprovado, com caminho
crítico sem folgas, e atividades paralelas bem planejadas, fomos para
uma Praia linda, maravilhosa, quase perfeita. E explico o adjetivo
"Quase".

 Por uma estrada de terra, chegamos ao que me disseram ser a praia
mais bonita do Brasil. Pegamos cadeiras de praia, guarda-sol, canga,
óculos de mergulho da Hello-kitty, karina, e outras coisas fáceis de
carregar e descemos um pequeno morro para chegar à um dos lugares mais
lindos que já visitei.

 Mas como perfeição não é um atributo deste mundo, tinha que haver
falhas, depois de descer uma montanha com a metade da altura do
everest, chegamos à praia, e adivinhem só... Havia quioesques com
cadeiras e guarda-sol para todos.

  Mas pois bem. Como patriarca, macho-alfa e senhor mais velho,
prontamente muni-me de um pé-de-pato e snork de verdade e fui avaliar
o perímetro para identificar os riscos de determinar até onde Karina
poderia ir. Os riscos foram identificados como leves. O maior perigo
encontrado na praia era o mal-humor de Victor após a epifania de seu
verdadeiro eu interior (ui). E determinamos que quatro palmos à frente
de até onde a última ondinha chegasse seria o suficiente para Karina
não se afogar.

 Acho que tão difícil quanto cortar o rabo do macaco em um banheiro
dominado por atributos femininos (cuidado homens casados), é jogar
frescobol com alguém de pigmentação capilar dourada. Não vou
identificar o(a) autor(a) do feito, mas é preciso registrar que tanto
quem vos escreve, quanto os outros detentores de XY da viagem,
tentaram bater uma bolinha com o indivíduo em questão. Nada feito.
Creio que é mais fácil ensinar Mell estacionar uma Scania, ou entender
a mania que Karina tem de olhar para uma  rocha q tentar analisar a
resistência que ela tem à abrasão, do que jogar frescobol com este(a)
individuo(a) de porção superior Loreal 3563. Já ouvi dizer que o que
Deus não deu, a farmácia concede, mas habilidade é algo que não se
compra por ai.

 Estavamos nos divertindo, unas na areia, outros na água, outros
tentando jogar frescobol sem cometer uma tentativa de assassinato, eu
estava bezuntado de protetor solar (Até agora não sei se era xaveco
explícto para alguém passá-lo em mim - Obrigado Priscila, e mais
obrigado ainda ao Vinicius mamilos de polegares, joínha? - mas espere,
o que que é isso? O que vem lá... Será que o desastre da serra veio
rolando até aqui no mar, e trouxe a plantação de bananas??

 Sim, é uma banana boiante, é um... BANANA BOAT...

  Armamos todos de irmos, mas tivemos que esperar mais um pouco...
Igathinho queria experimentar 15 minutos de Skibunda, não entendo, mas
aceito, este fetiche por praticar esportes com a bunda.

 Liderados por Igathinho, que possui experiência com esportes  do
gênero, e que misteriosamente fez sua amada esposa desfalcar a equipe,
fomos todos (ou quase, acho que Vanessa (para quem não conhece, é a
esposa de Vinicius, e quem Prisicla tentou, na rua dos Biquinis, levar
para o lado negro das compras). Até Karina, que já não dava pé ainda
na areia, resolveu ir, para testar a resistência da banana (duplo ui)
e do ar em volta dos meus cabelos (sim, ainda tenho cabelos. Eles
ficam nas costas...)

 Cavalinho de Pau para um lado, manobra evasiva para o outro, Casal
brincando de Daniela Cicarelli, Karina tapando os olhos com essa pouca
vergonha, foi realmente muito bacana. No final, Vinicius, e eu
seguindo o mestre (explicando... seguindo Vinicius, e não Jequinha (é
a vó)), nos jogamos um pouco antes do final para forçar mais uma
parada e prolongar o passeio. Tomamos um feedback nível 3 - o comando
dos portos não nos permite mais do que isso - e tivemos que nadar
quase a distância niterói - rio para chegarmos à praia. Interessante
notar que ainda assim, chegamos primeiro que Karina, que estava
calculando a resistência da água, a influência da Lua, e o movimento
das marés, para se posicionar precisamente na água e ser levada sem
esforço para a areia. Falando nela, não me lembro de tê-la visto
depois disso. Será que ela ainda tá la? Alguém poderia fazer o favor
de, no mínimo, levar uma calculadora para ela. Com mais 30 minutos de
cálculos, ela consegue fazer a maré levá-la para Macaé, na porta do
trabalho dela.

 Chegando no nosso deadline, com fome, com calor, cansados de nadar,
e carregando os equipamentos costeiros com o dobro do peso por conta
do peso da areia que fica gurada, tivemos que vencer dois Everests
subindo a montanha para chegar no carro... É incrível como xinguei até
a nona geração do filho de chocadeira que teve a brilhante idéia de
nos levar a uma praia que na saída, tinha uma subida quatro vezes mais
alta que a descida. Karina, como engenheira (e se não tivessemos
esquecido-a no mar) tinha a obrigação profissional de projetar uma
praia que a subida fosse na chegada, quando estivessemos bem
dispostos, e a descida na saída, quando ninguem aguenta nem mais olhar
para a cara do conjugue (salve Vanessa e Vinicius, o casal VV do
Xadrez - Volks Vagens  - Entenderam? ahhh, esquece...

 O prêmio ao vencer a montanha é... Adivinhem só... Uma água no
carrinho do tio custando 5 reals... Comprei três para tentar baixar a
temperatura do meu corpo para 39º. Tava tenso.

 Votando ao hotel, fazendo o check-out, preparando-nos para o
almoço... Vamos comer aonde? Aonde? Adivinhem... Praia... Cabo Frio...
Tá esquentando... Vamos lá... Tá fácil.... Claro que é no Espoleto...
Já falei para vocês que na Itália também tem praia...

 Houve um grupo separatista que resolveu comer uma picanha em um
restaurante que o arroz era feito na própria mesa, dado o calor, e que
se você ficasse mais de dois minutos com o braço colado à mesa, este
também poderia ser servido no próximo almoço com certeza.

 Em mais um ímpeto, segundo Vinicius, Se minha esposa demorar a
chegar no casamento, eu vou para a lua de mel sozinho, entrei no
primeiro restaurante com ar condicionado que vi na minha frente, e
agora sim, pedi um peixe para celebrar a culinária praiana. Era
sugestivamente um namorado (duplo ui carpado com pirueta e twist)

  Alimentado, realizado, voltamos para Campos... Foi um fim de semana
bem interessante e agradável ao lado dos nossos amigos. Nestes dias,
cada vez mais me rodeio de pessoas que não gostam de mim, e é bom
estar envolvido com amigos que me amam (Mell) simplesmente pq eu sou
quem eu sou, e posso ter a segurança que mesmo sendo eu, vocês
estarão, de alguma forma, ainda do meu lado.

 Para tanto, como Macho-alfa da relação, determino que temos que
fazer mais viagens deste tipo. no Carnaval, Estou abrindo minha casa
em macuco para quem quiser ir. Acho que há local para todos dormirem
com algum conforto mínimo (mesmo pq, duvido que todos aceitem o
convite). É um local tranquilo, e quem quiser alguma bagunça, tem a
opção das cidades por perto.

 Mas além disso, por sugestão da Jequinha (é a vó), acho que podemos
nos planejar ir em um cruzeiro. Há excelentes opções de 3 dias, que
embarcamos no rio e descemos no rio. Nâo é caro e cabe em um fim de
semana prolongado e no orçamento familiar. Segundo Igahtinho &
Jequinha (2010), é uma experiência que realmente vale a pena, e se nós
formos juntos, minimamente vamos afundar o barco. Se tivermos sorte,
podemos até encontrar Karina tentando voltar para casa.

 Q q vcs acham da ideia? Fomos em 9 para Arraial, mas acho que
podemos ir com Davi e Marília, Bob e Marília, Xapolla e Marília,
Nilcimar e Marília, E Tiago Antônio e Marília. Se faltarem Marílias
para Tiago Antônio e Nilcimar, eles podem dividir a mesma cabine.

 E Tiago Antônio, Se me der um feedback maior que o nível 3, podemos
ver um outro feedback negro de Thundera acontecendo... :D

 Encerro por aqui minhas crônicas praianas, e peço a Mell ou
Nilcimar, que tem acesso a Blog e às antigas cRõnicas, que ou as
mandem para mim, ou criem o blog, para guardarmos nossas memórias...

  Beijos nas Damas, amplexos aos Valetes, pq eu sou o Rei...

Nenhum comentário:

Postar um comentário